
Reeleito com 68,98%, governador sai fortalecido das urnas. Votação de Flávio Bolsonaro coloca o estado em destaque na disputa presidencial.
Luiz Roma,
Santa Catarina encerrou a disputa pelo governo no domingo, mas permanece no centro da mobilização presidencial. Jorginho Mello (PL) conquistou a reeleição no primeiro turno com 2.942.386 votos, equivalentes a 68,98% dos votos válidos. Gelson Merísio (PSB) terminou com 15,66%. Os números foram confirmados pelo Tribunal Regional Eleitoral.
A distância entre os candidatos dá a medida da tarefa que espera os adversários do governador. Na leitura política do resultado, a oposição precisará reconstruir sua capacidade de disputar o eleitorado catarinense — e explicar por que suas alternativas encontraram tão pouco espaço.
João Rodrigues (PSD), que também buscava votos no campo conservador, ficou com 13,35%. Sua derrota evidencia a dificuldade de enfrentar Jorginho dentro do próprio território político da direita. O governador terá como vice Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville.
O resultado presidencial amplia a dimensão dessa vitória. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 3.000.020 votos em Santa Catarina, ou 66,65% dos válidos. Lula (PT) obteve 1.127.168, correspondentes a 25,04%. A vantagem do candidato do PL no estado superou 1,8 milhão de votos.
Esses números tornam a mobilização catarinense relevante para a próxima etapa. Para o campo bolsonarista, o desafio é preservar a vantagem e manter o eleitorado engajado. Para a campanha de Lula, reduzir a diferença passa a ter valor estratégico, mesmo diante de um ambiente amplamente desfavorável.
Jorginho entra nesse cenário com a eleição estadual resolvida e um resultado expressivo para apresentar aos aliados. A interpretação é que sua posição nas articulações nacionais se fortalece, embora a votação local não determine o desfecho presidencial.
A fortaleza catarinense está consolidada. O tamanho de sua influência sobre Brasília será medido na próxima votação.